Na centralidade de Cacuaco moradores convidam administradora

Problemas sociais auscultados

A comissão de moradores da centralidade de Cacuaco, a 27 Quilómetros da sede municipal, convocaram a administradora municipal, Rosa João Janota Dias dos Santos, para um encontro de auscultação. Os residentes reclamaram no encontro da falta de água potável, energia eléctrica, funcionamento das escolas, hospitais e esquadra policial.

O que mais preocupa os moradores na voz de Isabel Maria que abriu o diálogo é a “indefinição do arranque das aulas”, do lectivo de 2014, para os cerca de cinco mil alunos matriculados no ensino primário, I e II ciclos.

A falta de água corrente nas residências, “inactividade” dos elevadores nos edifícios de oito andares, recolha de lixo, a abertura de unidades sanitárias, mercado, ronda policial para evitar assaltos as viaturas estacionadas.

Em declarações à imprensa, Rosa Janota dos Santos proferiu que o encontro foi “útil e das dificuldades expostas devem ser estudadas as prioridades para a solução dos problemas, como o saneamento, educação e saúde”.

A governante informou a centralidade tem seis mil habitantes, sem posto de saúde, “por isso é urgente a colocação de um posto móvel no local, para os primeiros socorros”.

Quanto ao início das aulas, administradora salientou que esta condicionada a falta de apetrechamento. Acrescentou que para o funcionamento das escolas, a Igreja Católica recebeu da Sonip (Sonangol imobiliária e propriedades), empresa gestora da centralidade, as chaves das instituições de ensino e o problema vai ser levado a Direcção provincial da educação bem como do Governo de Luanda para que sejam informados sobre a gestão da escola.

Lamentou no entanto, o facto de ainda não ter sido nomeada uma administração por parte da entidade do projecto, facto que, “nos obriga a assumirmos, nós Administração municipal, a responsabilidade junto dos moradores e tentar resolver os problemas que lhes afligem ”, sustentou.

Os moradores para terem acesso água potável abrem as bocas-de-incêndio ou caminham mais de 27 quilómetros até aos bairros de Viana, Cacuaco e Panguila. Depois transportam com bidons de 25 litros ou baldes a cabeça até as residências.

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